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Futebol

Thiago Silva: de cria do Fluminense a campeão da Europa

A recente vitória do Chelsea na UEFA Champions League coroou a trajetória de um jogador nascido e crescido no Fluminense: Thiago Silva, zagueiro consagrado e inúmeras vezes capitão da seleção canarinho.

Mas nem tudo foi fácil na carreira de Thiago Emiliano da Silva. Ele começou aos onze anos, treinando nas categorias de base do Fluminense, onde ficou até completar 19. Sem espaço no time de cima, fez sua estreia profissional no RS Futebol Clube, em 2003.

Seu talento despertou a atenção de olheiros e ele acabou jogando a série A de 2004 no Juventude de Caxias do Sul. Era a chance que o jovem Thiago precisava. Mesmo em um time modesto, acabou sendo eleito um dos melhores zagueiros do torneio. Dois milhões e meio de euros depois, ele estava jogando no FC Porto, em Portugal.

Mas os dias de glória ainda estavam por vir. A adaptação à Europa foi difícil para esse carioca da gema, acostumado com o Rio a 40 graus. O inverno do velho mundo cobrou seu preço, tanto na terra de Camões quanto na de Gogol: emprestado ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, chegou a sofrer com uma tuberculose, no que talvez tenha sido o momento mais difícil de sua carreira.

Voltou ao Brasil em 2006 e finalmente defendeu o time que o formou: o Fluminense. O primeiro ano foi cheio de altos e baixos, mas a temporada seguinte trouxe a primeira grande conquista de sua carreira: a Copa do Brasil de 2007. O tíquete para a Libertadores quase virou outro caneco, com o vice-campeonato continental em 2008. Mas, se não ganhou a competição, Thiago mostrou sua veia de atacante e fez não um, mas dois gols contra o Boca Juniors em plena La Bombonera.

Daí em diante a carreira decolou. Ele voltou para a Europa, desta vez para o Milan, onde fez sombra ao colega e ídolo do clube Alessandro Nesta. Teve o gostinho de marcar o gol de empate contra o Barcelona, aos 47 do segundo tempo, em um jogo da Champions League, no Camp Nou. Alguns anos depois o milionário Paris Saint Germain abriu o bolso e pagou 44 milhões de Euros para tê-lo no time.

Nesse meio tempo, Thiago virou habituè da seleção brasileira. As primeiras convocações foram em 2010 e, nas Olimpíadas de Londres, em 2012, ele já era titular e capitão do time. Junto com David Luis, compôs a zaga do Brasil na Copa do Mundo de 2014. Um injusto cartão amarelo, porém, o tirou do fatídico jogo contra a Alemanha, alimentado as especulações de que, se estivesse em campo, tudo teria sido diferente. Será?

Fora dos gramados, Thiago gosta bastante dos videogames, desde jogos de batalha até, evidentemente, os eSports. Os games já foram, inclusive, pivô de atritos com Dunga, ex-técnico da seleção brasileira. Outras rusgas surgiram, como a com o jogador inglês Joey Barton, que criticou Neymar durante a copa de 2018. Thiago defendeu o companheiro, com um breve twitte.

Após a temporada de 2019-2020, o Paris Saint Germain abriu mão de Thiago Silva. Com então 35 anos, achavam que não poderia mais render em alto nível. Livre no mercado, ele acertou sua ida para o Chelsea a custo zero e, com a camisa azul, contribuiu para que o time tivesse a melhor defesa da Champions League, com apenas quatro gols sofridos em treze jogos. O Chelsea, de Thiago Silva, sagrou-se campeão da Europa. O PSG não passou da semifinal.

Maracanã
Maracanã

Na seleção, Thiago Silva continua brilhando, ainda que as contusões vez ou outra o atrapalhem. Em 2019, teve a honra de levantar a Copa América em pleno Maracanã, algo que não acontecia há 30 anos.

Com 36 anos de idade, Thiago Silva sonha em disputar a Copa do Catar, em 2022. Para conseguir, ele precisa se manter saudável e continuar jogando em alto nível. Com DNA tricolor, talento certamente não lhe faltará.

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